Angola: PRS quer país federal há 32 anos. E as autarquias?

O Partido de Renovação Social (PRS) celebra 32 anos de existência. Fundado em 1990 com a advento da democracia em Angola, o partido continua a defender o federalismo como melhor forma de organização do Estado.

Partido de Renovação Social  (PRS) entrou na cena política angolana aos 18 de novembro de 1990, em vésperas da institucionalização da democracia no país.  Em entrevista exclusiva à DW África, Benedito Daniel – presidente do PRS – contesta a situação social do país e diz que 32 anos de existência da sua formação política tem um significado forte no cenário político nacional.

“Agora [o partido] vai trabalhar muito mais para poder melhorar o seu score e esta comemoração vem mais para engrandecer o partido e para marcar a sua presença no concerto da política angolana”, explicou.

O partido, fundado por Eduardo Kuangana, defende o federalismo como melhor forma de governação para Angola e deixa claro que esta forma de organização do Estado, ainda poderá vincar no país.

“Agora mais do que nunca. Antes o federalismo era um pouco mal interpretado. Mas hoje, o federalismo está cultivado no seio da juventude, no seio dos políticos e no seio da sociedade. A sociedade já percebe que este país só poderá melhorar implementando o federalismo e se isso não acontecer nós vamos continuar com as mesmas insuficiências que temos.”

Questionado sobre o possível choque entre o federalismo e as autarquias locais, Benedito Daniel entende que não haverá conflitos.

“As autarquias são apenas um subconjunto que nós chamamos de federalismo. Veja que, as autarquias não vão poder resolver a maioria das necessidades que o povo angolano tem. Se bem que vai minimizar algumas, mas o centro de decisão vai continuar a ser o mesmo. Não haverá outro centro de decisão”, elucidou o político.